Transcript
Marcos Mandelli
Coordinador do Projeto Fundo Global Tuberculose Brasil |
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O catavento como um instrumento e uma câmera subjetiva que vai mostrar várias questões relacionadas à tuberculose a partir dessa... do circular do catavento. Ele é colorido e ele só vai ser colorido na luz. Ele só vai girar se tiver vento. Então, de um movimento circular que você diz o seguinte: bom, da mesma forma como você precisa do vento para dissipar o bacilo de um determinado ambiente, você pode também aproveitar e fazer que na medida que o catavento gire, você vai passar a girar movimento, e esse movimento vai fazer dissipar coisas, então você vai congregar coisas, você vai fazer movimento, você vai fazer mobilização, né? Ao mesmo tempo você está girando coisas, e você pode fazer girar informação, então você circula infomação, você está prestando serviço, você está deixando as pessoas conscientes de um problema que elas achavam que já era uma coisa que não existia.
A gente partiu sempre da necessidade de se colocar o estigma e o preconceito como pontos absolutamente chaves, ele é transversal a tudo que se faz. Tudo foi feito para humanizar a questão. Quer dizer, ver o indivíduo não do ponto de vista simplesmente clínico, e não ver o indivíduo com a tuberculose como alguém que tem que jogar remédio guela abaixo e fazer: “agora você vai se curar”. Não. É assim, é ver o indivíduo na sua integralidade, que é um ser frágil, que está fragilizado pela doença, portanto ele precisa de acolhimento, ele precisa ser bem tratado, ele precisa receber o medicamento, ele precisa receber da sociedade a condição para ele poder fazer o tratamento.
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